Carqueja
Família: Asteraceae.
Origem: Nativa do sul e sudeste do Brasil.
Partes usadas: Folhas e partes aéreas.
Contraindicações em relação a quantidade de uso: O extrato de carqueja é contraindicado durante a gravidez, devido aos estímulos do músculo uterino. O efeito abortivo foi observado na administração em animais por 10 a 15 dias consecutivos.
Usos científicos: Estudos clínicos realizados com humanos ainda são escassos para elucidar determinados efeitos terapêuticos. A indicação terapêutica segundo formulário de fitoterápicos é para dispepsia.
Conhecimentos tradicionais/benefícios: Suas formas de uso são através de decocção, maceração e principalmente infusão. A carqueja é indicada como antidiarreico e antirreumático. Sua função principal é regular o funcionamento do fígado e intestinos. Auxilia nos regimes de emagrecimento, sendo usada principalmente no tratamento de má digestão, cálculos biliares, doenças do baço e dos rins. É também muito recomendada para combater o diabetes e como vermífugo. A planta também pode ser usada de forma tópica para tratamento de feridas e ulcerações. O modo de preparo é: em uma xícara (150ml), coloque 1 colher (sopa: 5g) de hastes picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e tome duas a três xícaras por dia. Já para a decocção, coloque 1 colher (sopa) de hastes picadas em 1 recipiente com água fria. Deixe ferver por 5 minutos. Desligue o fogo e deixe abafado por 10 minutos e tome até 3 xícaras por dia.
*Obs: É importante ressaltar que em casos de alterações medicamentosas os pacientes hipertensos podem necessitar ajustar as doses de medicamentos anti-hipertensivos em caso de uso concomitante de Baccharis trimera. Pacientes hipotensos também devem estar alertas devido a possibilidade de redução da pressão arterial.
Manejo: O cultivo deve ser feito em pleno sol, podendo ser realizado através de sementes, estaquia ou divisão de touceira, com espaçamento de 30 x 30 cm entre as plantas. A adubação deve ser realizada com esterco bovino bem curtido, esterco de aves e composto orgânico. A colheita deve ser realizada antes da floração, cortando-se 10 cm do solo para que haja rebrota.
Referências:
CORREIA, M. P. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura/IBDF, v.2, 1984.
HEIDEN, G. Baccharis in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB126663>. Acesso em: nov 2023.
LORENZI, H.; MATOS, F. J. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2002. p. 122-123.
SILVA et al. Levantamento etnobotânico do uso de Baccharis trimera (Less) DC.: Revisão da literatura. 2018.